5 de julho de 2009

Do not disturb!






Você que sempre vem em tempestade, faz o favor de não aparecer nem tão cedo. Na calmaria das horas de hoje, eu não sei se suporto mais uma dose da sua ira. Pega essa sua euforia sádica e me abandona logo de uma vez, sem adeus, sem mais delongas ou porquês. E não esqueça de levar também todo o barulho das suas mentiras histéricas e essa sua gargalhada irritante e debochada. Ponha na mala cada plano desfeito, cada promessa quebrada, cada sonho arranhado e vai. Suma clandestinamente de madrugada para não me acordar e não me tentar a lhe pedir para que fique. Fecha essa porta que vive sempre batendo pelas suas ventanias disfarçadas de suspiros ao pé do ouvido. Aproveita e esquece o caminho de volta porque eu não vou mais lhe receber por aqui, de resposta a qualquer chamado receberá tão-só a indiferença da minha descrença e da minha exercitada paciência. Por isso, guarde essa sua conversa fiada e vá bater em outro coração desavisado. O meu tirou férias do amor. Por tempo indeterminado.

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