22 de junho de 2009

Voar





Na praia, dois dedos bem dentro, úmido quente. Seu corpo retorcendo em cima da mesa, unha aranhando a madeira e a língua a passear em pequenos milímetros de seu corpo. Sugo você enquanto arfa de prazer descontrolado, momentâneo. Somos suor, lágrima e gozo.

Deslizo suavemente sobre seu ventre, brinco com a língua sobre a pele, mãos descendo pelo peito enquanto minha boca chega ávida ao seu sexo. Seguro-o, sinto seu pulsar viril enquanto deslizo a língua da base para a ponta até envolvê-lo inteiramente com os lábios, pressionando levemente…

Você suspira descontrolado, olhos cerrados, mexe-se contra mim, posso sentir seu corpo inteiro pulsando, vibrando… Suas mãos puxam-me, meu ventre encaixa-se ao seu. Suor, mãos e pêlos misturam-se numa urgente procura, suas mãos apertam meu quadril enquanto penetras aos poucos, preenchendo-me lentamente, apropriando-se de mim.

Cavalgo, as vezes docemente, outras descontroladamente, sua língua toma minha boca, gemidos e gostos misturados. Olhos vidrados dentro do outro, você se encontra ali e eu dentro dos seus. Nos pertencemos. Temos consciência de fazer o amor de forma diversa das outras vezes; mais volúpia, mais intensidade, mais entrega, mais tesão, mais, mais, mais…

Minhas mãos pelo seu corpo, descargas elétricas. Nosso encontro, uma tempestade de raios. Despejamos faíscas. Sinto-lhe tão profundamente unido a mim, uma fusão perfeita, parecemos flutuar num espaço distante, unicamente nosso. Seus fluxos de prazer junto aos meus, com se repentinamente fôssemos céu e mar fundindo-se no infinito… Ofereço-me inteira a você nesse instante interminável.

O êxtase chega e nos toma, alçamos vôo juntos. Como é bom voar!

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